26 de janeiro de 2015

Análise The Lost Vkings - Multiplataforma

The Lost Vikings foi lançado em 1992, para MS-DOS, Amiga, Mega Drive e Super Nintendo. Foi produzido pela Silicon & Synapse, que mais tarde viria a se chamar Blizzard. Sim, Bizzard, era isso que a gigante dos rpgs, criadora de World Of Warcraft, fazia antigamente.  

Introdução

Ao começarmos o jogo, temos uma breve introdução, onde somos apresentados aos três heróis do jogo, Erik, Olaf e Baleog, que estão saindo de sua vila pela manhã para continuar suas rotinas diárias de caça. Nesta pequena introdução conhecemos um pouco mais das habilidades de cada um e sobre a jogabilidade em si. Logo em seguida, os três encerram o dia retornando para suas casas.
Ao anoitecer, quando todos estão dormindo a nave de Tomator, o malvado líder Croutoniano e principal vilão da história, plaina sobre a vila e abduze os três para adiciona-los a sua "galeria de espécies" interplanetária mas logo após eles conseguem escapar da nave e caem em um lugar desconhecido, e então que a aventura deles realmente começa.



Nosso amigo Erik sendo abduzido pelo Tomator

Desenvolvimento

O jogo se passa nos mais variados cenários, cada um bem diferente do outro, mas todos muito detalhados e bonitos, o que garante uma boa diversidade e impede que o jogo se torne repetitivo. Tudo começa quando nossos heróis são abduzidos, as primeiras fases então se passam dentro da nave do vilão Tomator. Ao escapar dela, eles acabam caindo em uma região desconhecida com um clima pré-histórico e habitada por dinossauros, homens das cavernas repletas de rios de lava. Ao conseguir  encontrar a saída deste lugar, são transportados para o antigo Egito, em seguida para uma especie de fábrica industrial, em seguida são levados para um local que sinceramente não sei explicar direito o que é, mas é cheia de balões e alguns doces, o que me leva a crer que deve ser algo relacionado a festas, enfim. E por último, nós então entramos no último portal e somos levados de volta a nave de Tomator para encerrar a aventura. E só pra ressaltar, caso você não tenha percebido, quando os três fugiram da nave de Tomator, eles não simplesmente caíram de volta na terra, eles foram na verdade transportados pelo tempo, e cada local diferente que eles visitam, é na verdade uma época diferente da história. 
Falando agora um pouco sobre a trilha sonora do jogo, ela é muito boa, consegue criar todo um clima tematizado para cada era em que os 3 são transportados, além de serem bem animadas, mas não chegam a ser aquele tipo de música pegajosa não são sai mais da sua cabeça, sendo isso bom ou ruim.


Período Pré-Histórico, que para mim, é a melhor parte do jogo

Jogabilidade

"E sobre a jogabilidade?" Você me pergunta.
Bom, a jogabilidade é outro ponto forte do jogo, os comandos respondem muito bem, sem nenhum atraso, o que talvez possa deixar um pouco a desejar seja o controle do seu personagem durante uma queda, que as vezes pode te decepcionar, mas honestamente, não é algo que mereça ser colocado como um ponto negativo, já que nem é tão ruim assim, só decepciona mesmo de vez em quando.
além disso, ainda temos as habilidades únicas de cada personagem. Este é o tipo de jogo que faz com que você tenha que alternar inteligentemente entre os três, uma vez que existem áreas que apenas um deles pode acessar, como também existem barreiras que apenas um deles pode quebrar enfim, vou dar uma breve lista de cada um pode fazer. "Erik o esperto" pode se mover um pouco mais rápido que outros, pode pular,  e também dar cabeçadas que fazem com que certas paredes se quebrem. "Baleog o fortão" é o guerreiro, ele tem uma espada e também pode atirar flechas, que além de derrotarem inimigos, também podem ser usadas para ativar mecanismos a distância,porém é incapaz de pular, o que faz com que se torne dependente da ajuda de seus companheiros quase que o tempo inteiro. E por fim, temos "Olaf o robusto" que é a barreira do grupo, ele tem um escudo impenetrável (ou quase, porque tem um inimigo que consegue ultrapassa-lo), e assim como Baleog ele também não pode pular, mas ele pode colocar seu escudo sobre sua cabeça e usá-lo como uma espécie de para-quedas, o que possibilita que ele seja capaz de planar por algum tempo, indo para os lados e também servido como uma maneira genérica de evitar se ferir quando cair de muito alto, além disso, deixar seu escudo sobre a cabeça ainda permite que seus companheiros possam usa-lo como um degrau extra.
Ah, as malditas esteiras também marcam presença aqui

Visão Geral

Fazendo um resumo bem geral do jogo, ele  ótimo, eu pessoalmente o colocaria no mínimo entre os 30 melhores do SNES, e não, isso não é um comentário de um cara nostálgico que só esta dizendo isso por ter jogado este jogo na infância e por isso estar deixando o fator nostalgia influenciar na decisão! Eu só fui conhecer esta pérola quando eu já tinha 19 anos, então acreditem, ele bom mesmo. Além disso, ele ainda conta com uma pequena dose de humor, não é nada extremamente hilário, mas é bem bacana ver os comentários dos três ao final de cada fase, fazendo piadas um do outro e algumas vezes fazendo piadas até mesmo com o jogo, citando elementos de jogos do estilo plataforma.
 Falando agora um pouco sobre a dificuldade do jogo, o que eu tenho a dizer é que este jogo começa bastante fácil, e diria até, meio bobo, mas conforme você vai avançando nas fases, você começa a perceber que o jogo é MUITO difícil, cheio de armadilhas por todos os lados que te matam instantaneamente, e caso um de seus personagens morra, você terá de reiniciar toda a fase, pois você não tem como revive-lo, o que por muitas vezes, acaba se tornando bastante frustrante, uma vez que da metade pro final, o jogo fica muito sacana. Você irá se ver morrendo incontáveis vezes em espinhos, combates ou até mesmo quedas. Muitas delas serão para coisas que você nem tinha como saber que estavam ali, o que acaba fazendo com que você tenha que praticamente decorar várias fases para poder passá-la. Mas não pense que isso é ruim, pois não é, isso é algo desafiante e gratificante depois que você consegue, o que acaba melhorando ainda mais a experiência, pois, não sei vocês, mas eu pessoalmente adoro jogos desse tipo, cheios de quebra-cabeças, não que eu seja algum tipo expert nesse quesito nem nada, só adoro. Bom, mas pra finalizar, eu recomendo que quem ainda não jogou, jogue, é um ótimo jogo que te faz pensar bastante e te garante boas horas de diversão.

Não irei dar uma nota final ao game afinal, isto é uma análise e não uma avaliação, então resta a você, ler o que escrevi e tirar suas próprias conclusões.

Bom, e pra finalizar, vou colocar aí embaixo uma galeria de imagens do jogo, até a próxima pessoal.